sexta-feira
Quando nos começamos a envolver.
Tu vais, conheces a pessoa, gostas, te envolves, começas a sentir ciúmes e um bocado de sentimentos estranhos e aí ficas com um medo do caneco né?!? Tu não sabes o que fazer quando sentes que um sentimento que cresce desproporcionalmente dentro de ti. Tu não sabes se continuas ou se foges a 7 pés....
Quando menos percebes, tu começas e sonhar com a vida daquela pessoa sem teres noção do tempo, acordas com vontade de falar com ele e só consegues dormir tranquila quando sabes que ele está bem. É uma coisa maluca que começa a dar volta dentro da cabeça, né? A gente não sabe o que esta confusão vai causar no final das contas e é essa incerteza que faz a gente querer correr para longe, sumir, desaparecer.
Quando tu menos perceberes, a saudade bate á porta para te tirar o sono, tu lembras-te daquela pessoa a todo momento e quanto mais tentas tirá-la da cabeça, mais ela parece se multiplicar como um vírus. O sorriso daquela pessoa se torna o remédio para os teus dias ruins, tu passas a querer estar junto, a sentir necessidade de ver, ouvir, conversar. Tu começas a construir expectativas e é exatamente aí que mora o perigo.
Tu começas a sentir que precisas de ter noticias daquela pessoa porque de alguma forma, o silêncio e a distância incomoda. Quando o outro simplesmente desaparece, e isso te deixa confusa. Quando o outro se ausenta, isso te magoa como uma espada cravada no teu peito. Quando o outro simplesmente não consegue superar as tuas expectativas, até mesmo aquelas mínimas expectativas como uma mensagem de ”Bom dia”, ”Quero te ver”, ”Estou com saudades”, as coisas começam a desmoronar aos poucos.
Tu esperas que o outro te faça bem e não tem nada de mal esperar isso de alguém. Mas nem todo mundo vai agir como a gente espera!! Paciência!!!!
Tu não sabes se permaneces ou se saltas fora. A maioria das pessoas escolhem fugir por medo de se envolver. Eu já escolhi fugir mesmo que a minha vontade fosse de me envolver ainda mais. Eu já fui embora por medo, sabes? Por medo do que o outro pudesse fazer com os meus sentimentos, por medo de sair da areia e acabar me afogando, medo de que eu me perdesse para tentar encontrar alguém e depois esse alguém fugisse de mim – e foi por isso que eu fugia antes.
Mas confesso, se o outro soubesse o quanto eu queria ficar, ele jamais me deixaria ir. Quando eu disse: “acho melhor a gente parar por aqui”, eu queria na verdade ter dito: “Eu estou com medo disso que estou sentindo”. Só queria que fosses o meu abrigo e sair de perto de ti quando todo o medo se fosse embora.
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