Desilusao...

Por que sofremos tanto por algo que nunca foi realmente nosso?
Tenho ouvido várias palavras de encorajamento, de força, de solidariedade, de amigos ou anónimos amigos que tanto contribuem para o meu bem-estar emocional por momentos. Mas, a vida teima em correr, o dia dá lugar à noite, a noite impõe o dia novamente, o sofrimento mantém-se. Em silêncio faz-me sofrer como uma espada que recorta o coração.
Penso, “vou deixar de escrever” mas sinto-me mal por fazê-lo! Na escrita encontro uma forma de escape, algo me fascina no papel, a sua eternidade seduz-me e volto a escrever… sempre!
Nestas horas as folhas são o meu ouvinte, o meu apoio. Digo tudo o que quero e sinto, leio e releio mil vezes o que escrevo, risco e rescrevo e, quando tenho certeza de que nada mais tenho a acrescentar, rasgo tudo e recomeço.
Porém, mesmo depois de esta luta constante com o meu fiel amigo a realidade volta a impor-se e concluo que tudo permanece igual.
Penso. Tenho esperança de que amanha as coisas melhorem mas no fundo eu sei que não. Chego à conclusão que o pior da rejeição é o desprezo, o facto de compreendermos que não temos importância absolutamente nenhuma para ninguém.
Surges, sentaste, ages normalmente, cumprimentas amigos, sorris, ignoras… sofro!!! E para quê? Por coisas que nunca deram em nada, conversas ocasionais mais ou menos ousadas mas que não passaram disso mesmo, só conversas e muito sofrimento.
Gostava tanto que quem faz sofrer conseguisse compreender como se sente quem sofre. Ao entender a força desse sofrimento as atitudes certamente mudariam e, um simples gesto de mudança aqueceria, seguramente, o coração sofredor.
Ao tentar visualizar algum futuro a presença da solidão assombra-me. Desde sempre que me sei destinada a ela mas a exactidão da sua eminente proximidade assusta-me cada vez mais. Tenho medo de cometer alguma loucura! Fá-lo-ei, disso quase tenho certeza.
Não acredito no destino, nunca acreditei mas, acredito que há impulsos que não podemos nem devemos conter, as coisas acontecem porque sim e a certeza de um fim está próxima, muito próxima!
A desilusão abateu-se em mim de tal forma que, eu mesma, creio ser melhor sucumbir-lhe. A busca por algo melhor não faz já qualquer sentido para a minha existência.
O futuro é quando nós queremos que ele seja e eu já não quero. A todos os que se preocupam agradeço, ressaltando que brevemente essa preocupação não será mais necessária; pois só aquilo que não nos pertence nos completa e quando não o temos a vida deixa de ter rumo, ou esperança… de querer ser vivida!
Tenho ouvido várias palavras de encorajamento, de força, de solidariedade, de amigos ou anónimos amigos que tanto contribuem para o meu bem-estar emocional por momentos. Mas, a vida teima em correr, o dia dá lugar à noite, a noite impõe o dia novamente, o sofrimento mantém-se. Em silêncio faz-me sofrer como uma espada que recorta o coração.
Penso, “vou deixar de escrever” mas sinto-me mal por fazê-lo! Na escrita encontro uma forma de escape, algo me fascina no papel, a sua eternidade seduz-me e volto a escrever… sempre!
Nestas horas as folhas são o meu ouvinte, o meu apoio. Digo tudo o que quero e sinto, leio e releio mil vezes o que escrevo, risco e rescrevo e, quando tenho certeza de que nada mais tenho a acrescentar, rasgo tudo e recomeço.
Porém, mesmo depois de esta luta constante com o meu fiel amigo a realidade volta a impor-se e concluo que tudo permanece igual.
Penso. Tenho esperança de que amanha as coisas melhorem mas no fundo eu sei que não. Chego à conclusão que o pior da rejeição é o desprezo, o facto de compreendermos que não temos importância absolutamente nenhuma para ninguém.
Surges, sentaste, ages normalmente, cumprimentas amigos, sorris, ignoras… sofro!!! E para quê? Por coisas que nunca deram em nada, conversas ocasionais mais ou menos ousadas mas que não passaram disso mesmo, só conversas e muito sofrimento.
Gostava tanto que quem faz sofrer conseguisse compreender como se sente quem sofre. Ao entender a força desse sofrimento as atitudes certamente mudariam e, um simples gesto de mudança aqueceria, seguramente, o coração sofredor.
Ao tentar visualizar algum futuro a presença da solidão assombra-me. Desde sempre que me sei destinada a ela mas a exactidão da sua eminente proximidade assusta-me cada vez mais. Tenho medo de cometer alguma loucura! Fá-lo-ei, disso quase tenho certeza.
Não acredito no destino, nunca acreditei mas, acredito que há impulsos que não podemos nem devemos conter, as coisas acontecem porque sim e a certeza de um fim está próxima, muito próxima!
A desilusão abateu-se em mim de tal forma que, eu mesma, creio ser melhor sucumbir-lhe. A busca por algo melhor não faz já qualquer sentido para a minha existência.
O futuro é quando nós queremos que ele seja e eu já não quero. A todos os que se preocupam agradeço, ressaltando que brevemente essa preocupação não será mais necessária; pois só aquilo que não nos pertence nos completa e quando não o temos a vida deixa de ter rumo, ou esperança… de querer ser vivida!
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