Sonho...

Sonhei...
contigo embora nenhum sonho possa ter habitantes,
tu a quem chamo amor, cada ano pudesse trazer
um pouco mais de convicção a esta palavra.
É verdade o sonho poderá ter feito com que,
nesta junção de ambos, a tua presença
se impusesse - como se cada gesto
do poema te restituísse um corpo
que sinto ao dizer o teu nome,
confundido os teus lábios com o rebordo desta
chávena de cha já frio. Então bebo-o de uma vez
o mesmo se pode fazer ao amor,
quando entre mim e ti se instalou todo
este espaço-terra, água, nuvens, rios
e o lago obscuro do tempo
que o Inverno rouba à transparência da fonte.
É isto porém, que faz com que a solidão não seja mais
do que um lugar comum saber que existes, ai e estar contigo
mesmo que só o silêncio me responda quando,uma vez mais te chamo.
... Se o meu sorriso fosse do tamanho do mar... Se o meu beijo fosse tão quente como o fogo... Se o meu abraço fosse tão apertado como um gancho... Se o meu olhar fosse tão profundo como teu... Perdia-me em ti, amava-te para sempre e beijava-te até ao nascer do sol... Mas como tudo isto não passa de um simples sonho, vou dormir para sonhar até ao fim...
... Se o meu sorriso fosse do tamanho do mar... Se o meu beijo fosse tão quente como o fogo... Se o meu abraço fosse tão apertado como um gancho... Se o meu olhar fosse tão profundo como teu... Perdia-me em ti, amava-te para sempre e beijava-te até ao nascer do sol... Mas como tudo isto não passa de um simples sonho, vou dormir para sonhar até ao fim...
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